profecia do Apocalipse? Rio Eufrates está secando

Um estudo de cientistas do Centro de Vôos Espaciais Goddard da NASA, nos Estados Unidos, detectou uma grande perda de água doce nos rios Tigres e Eufrates. Este grupo chegou a estas conclusões graças aos dados coletados pelo satélite Grace da Nasa, que verifica as reservas de água do mundo. Esta região, segundo relata Gênesis 15.18 é a terra dada por Deus a Abrão, dizendo: “À tua descendência darei esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio Eufrates”.

Agora, de acordo com a investigação, os rios, que percorrem Iraque, Irã, Turquia e Síria, têm perdido tanta água como a que há no Mar Morto, ou seja, cerca de 144 quilômetros cúbicos de água em sete anos.
“É água suficiente para atender as necessidades de milhões de pessoas na região a cada ano” assinalou Jay Famiglietti, o principal pesquisador do estudo.
“Os dados de Grace mostraram um índice alarmante de descenso no armazenamento total de água no Tigres e Eufrates, que atualmente possuem a segunda taxa de perda mais rápida de águas subterrâneas da Terra após Índia”, sintetizou Famiglietti.
De acordo aos cientistas, com as mudanças climáticas calcula-se que as secas da região sejam mais extremas e estimam que a demanda de água aumentará cerca de 60% até 2045.

Foto: O Reservatório Qadisiyah, no rio Eufrates, em imagens de 7 de setembro de 2006 (acima) e 15 de setembro de 2009 (abaixo). Divulgação/NASA

O que a bíblia diz:

O Eufrates no apocalipse
A seca do Eufrates está citada no capítulo 16 de Apocalipse, e tem relação com “a sexta taça da ira”. Embora a Bíblia não forneça maiores detalhes de como isso ocorreria, desde o ano passado os cientistas alertam que, de fato, o Eufrates e o Tigre, principais fonte de água potável do Oriente Médio, estão secando. Começa assim o capítulo:
“Ouvi uma grande voz que dizia desde o templo aos sete anjos: Vão e derramem sobre a terra as sete taças da ira de Deus”.
E segue no versículo 12:

“O sexto anjo derramou sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a água deste se secou, para que estivesse preparado o caminho aos reis do oriente”.

Parte da perda (algo mais de 40%) tem sido atribuída a uma seca de 2007, enquanto cerca dos 60% restantes se deve ao bombeamento de águas subterrâneas, algo que cresce durante e após as secas.

A população que costumava viver às margens do Eufrates testemunharam seu recuo e com isso, foram obrigados a abandonar as fazendas. Com isso, pescadores e agricultores empobrecidos continuam fugindo para cidades maiores à procura de trabalho.


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